Sintomas de AVC: como reconhecer sinais de alerta
Postado em: 10/11/2025

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais emergências médicas do mundo e uma das maiores causas de incapacidade e morte. Reconhecer seus sintomas precocemente pode salvar vidas e evitar sequelas graves.
Quanto mais rápido o atendimento é iniciado, maiores são as chances de recuperação. Embora muitos associem o AVC apenas à paralisia de um lado do corpo, os sinais podem ser mais sutis e variados.
Aprender a identificá-los é essencial para agir com rapidez e buscar ajuda neurológica imediata. A seguir, conheça os sinais mais comuns de AVC!
Quais são os sinais de alerta do AVC?
Os sinais mais conhecidos do AVC podem incluir fraqueza, formigamento ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender o que se ouve e desvio da boca para um dos lados. A fala enrolada, a queda da pálpebra para um lado, a face ficar assimétrica e a perda súbita da coordenação motora também são sintomas típicos.
Além desses, há sinais menos conhecidos que merecem atenção. A perda súbita de visão em um ou ambos os olhos, a tontura intensa com desequilíbrio, dificuldade para engolir e a confusão mental repentina podem indicar o início de um AVC.
Em alguns casos, o paciente sente uma dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente de qualquer dor já experimentada.
Os sintomas ocorrem porque o cérebro deixa de receber sangue e oxigênio adequadamente. A área afetada passa a sofrer lesão progressiva, e o tempo é o fator mais importante para evitar sequelas.
Na dúvida se alguém está tendo um AVC, a sigla SAMU pode ajudar a confirmar o quadro:
- S (sorrir): peça para a pessoa sorrir e verifique se a boca está torta;
- A (abraço): peça a pessoa para te abraçar e verifique se os braços estão fracos;
- M (música): peça para a pessoa cantar uma música simples. Verifique a voz e se a pessoa se lembra da música.
- U (urgência): diante de qualquer alteração, acione o serviço de emergência SAMU (192) e dê o máximo de detalhes possíveis sobre os sintomas e a situação.
O que é o AVC?
O AVC é uma interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, que pode ocorrer por obstrução de um vaso (AVC isquêmico) ou por ruptura de uma artéria dentro do cérebro (AVC hemorrágico).
O AVC isquêmico é o mais frequente, representando cerca de 85% dos casos, e acontece quando um coágulo impede o sangue de chegar a uma região do cérebro. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há sangramento cerebral, geralmente por ruptura de um aneurisma ou descontrole da pressão arterial.
Ambos os tipos exigem atendimento emergencial imediato, mas o tratamento é diferente em cada situação. Por isso, apenas a avaliação médica e os exames de imagem podem definir a melhor conduta.
O que fazer diante de sinais de AVC?
Ao notar sinais de AVC, a primeira atitude deve ser ligar para o serviço de emergência (192).
O ideal é manter a calma e, na ligação, informar o horário em que os sintomas começaram. Não ofereça nenhum tipo de medicamento, objeto ou alimento à pessoa afetada, não coloque a mão na boca da pessoa e não a deixe desacompanhada.
Se o paciente estiver inconsciente, é importante verificar se respira e, caso necessário, iniciar manobras de reanimação enquanto aguarda a chegada do socorro.
Nunca tente dirigir até o hospital por conta própria. O transporte deve ser feito por equipes treinadas, pois durante o trajeto o paciente pode precisar de suporte respiratório ou controle da pressão arterial.
Quando e como buscar ajuda?
A ajuda deve ser buscada imediatamente ao primeiro sinal de alerta. Mesmo que os sintomas desapareçam rapidamente, isso pode indicar um ataque isquêmico transitório, que é um forte preditor de AVC completo nas próximas horas ou dias.
Os pacientes devem ser levados a um hospital com pronto-atendimento neurológico e acesso a tomografia computadorizada, exame fundamental para confirmar o diagnóstico e direcionar o tratamento.
Em São Paulo, hospitais como o Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz dispõem de equipes especializadas para esse tipo de emergência.
Reconhecer e agir rápido é o principal fator para a recuperação. Quanto antes o tratamento é iniciado, maior a chance de o paciente voltar às suas atividades sem sequelas significativas.
Como é feito o tratamento do AVC?
O tratamento depende do tipo de AVC. No AVC isquêmico, pode ser realizada a trombólise, que consiste na aplicação de medicamentos que dissolvem o coágulo, desde que o paciente chegue ao hospital dentro da janela terapêutica (geralmente até 4 horas e meia após o início dos sintomas).
Em casos selecionados, pode ser feita a trombectomia mecânica, um procedimento minimamente invasivo para remover o coágulo diretamente do vaso cerebral.
No AVC hemorrágico, o foco é controlar a pressão arterial, interromper o sangramento e, em algumas situações, realizar cirurgias como drenagem de hematomas ou colocação de derivação ventricular.
Após a fase aguda, o acompanhamento neurológico é essencial para reabilitação e prevenção de novos episódios. Isso inclui fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e controle rigoroso de fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto e tabagismo.
O neurologista Iago Navas, formado pela Universidade de São Paulo e com experiência em doenças cerebrovasculares, atua no tratamento de pacientes com AVC, incluindo o acompanhamento hospitalar e ambulatorial.
Dúvidas frequentes
1. Quais os primeiros sinais mais comuns de AVC?
Fraqueza ou dormência em um lado do corpo, fala enrolada, boca torta e perda súbita de visão são os principais sinais de alerta.
2. O que fazer na hora?
Ligar imediatamente para o número 192 para levar o paciente a um hospital com suporte neurológico. Não ofereça alimentos ou remédios e anote o horário do início dos sintomas.
3. Existe diferença entre AVC isquêmico e AVC hemorrágico?
Sim. O isquêmico ocorre por obstrução de vasos sanguíneos, enquanto o hemorrágico é causado por sangramento cerebral. Ambos requerem tratamento imediato, mas com abordagens distintas.
4. A dor de cabeça pode ser um sintoma de AVC?
Sim. Uma dor de cabeça súbita, muito intensa e diferente das habituais pode indicar hemorragia cerebral e deve ser avaliada imediatamente.
5. O AVC pode acontecer durante o sono?
Sim. Muitas pessoas acordam com sintomas de AVC, o que indica que o evento ocorreu durante o sono. Nesses casos, também é necessário atendimento emergencial.
6. Há como prevenir um AVC?
Sim. Controlar a pressão arterial, manter alimentação equilibrada, praticar exercícios e não fumar são medidas fundamentais para prevenção.
7. Quem já teve um AVC pode ter outro?
Sim. O risco de recorrência é elevado sem acompanhamento médico e controle dos fatores de risco.
8. O AVC causa perda de memória?
Pode causar, dependendo da área do cérebro afetada. O tratamento e a reabilitação podem ajudar na recuperação.
9. O AVC pode ocorrer em pessoas jovens?
Sim. Embora mais comum em idosos, o AVC pode afetar adultos jovens devido a fatores genéticos, uso de anticoncepcionais, tabagismo e doenças autoimunes.
10. O tratamento deve ser feito apenas no hospital?
Não. Após a fase de emergência, o acompanhamento ambulatorial com o neurologista é essencial para reabilitação e prevenção de novos eventos.
Você ou um ente querido passou por um AVC, recebeu o tratamento inicial e precisa dar continuidade ao acompanhamento neurológico? Agende uma consulta com o Dr. Iago entrando em contato pelo WhatsApp!